Mostrando postagens com marcador Desabafos confissões e historias da Cherry. Mostrar todas as postagens
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09 março 2009

A vida sorri!


É isso mesmo meus amigos, a vida sorri! Entre altos e baixos, apanhando da vida, levantando-me de novo... Sózinha mas forte, feliz, em paz e cheia de esperança. Afinal, a vida SORRI!!! Murchei, apenas isso, não morri!E cá estou, de novo desabrochando, florindo, florindo, florindo...

04 março 2009

Serena............

Há muito não me sentia invadida por tamanha paz e tranquilidade. É como se amanhecesse depois de uma terrivel tempestade, grata por acordar de novo, grata por cá estar, forte para recomeçar, cheia de energia, esperança e essa enorme SERENIDADE!!!

11 fevereiro 2009

De volta!!!


Oiiiiiiiiiii, cá estou de novo, após uma longa pausa. Demasiado longa, sei, mas necessária. Precisei desse tempo para digerir algumas coisas, para reflectir, tomar decisões, dar-me um rumo.

Foi muita coisa ao mesmo tempo, desilusões, mágoas, algumas asneiras no meio disso tudo...mas, no final, há sempre algo de positivo - a lição que aprendemos, a força que ganhamos...

Passaram vários meses desde minha última postagem aqui. Entramos num Novo Ano. Foi uma boa ocasião para fazer um balanço. Melhor ainda, fiz uma retrospectiva, uma análise bem ponderada do momento actual e interroguei-me quanto as minhas perspectivas se deixasse tudo como estava. Não iria mudar nada e isso seria, no mínimo, péssimo!!! Então decidí - se não estou bem, se não quero continuar assim, vou ter que mudar as coisas, dar uma virada nisso tudo, virar a página que não gosto de ler...se tudo continuar assim, se calhar só virá-la não chega...será??? Então é melhor arrancá-la de uma vez...

Pois...sei que isto está confuso. Mas não interessa, é só um desabafo. Nos posts seguintes serei mais precisa, mais coerente, mais clara. Hoje a intenção é mesmo só VOLTAR.

11 julho 2008

Frozen...........


Uma imagem diz mais que mil palavras...

27 junho 2008

Still think about You "Cherry..."



"It takes a minute to find a special person,
an hour to appreciate them,
a day to love them
but an entire lifetime to forget them"

(desconheço a autoria)

(Imagem tirada da internet)

20 junho 2008

Loved me... loved me not...


Passado todo este tempo, ainda acordo a meio da noite com essa pergunta a martelar-me na cabeça - Será que ele realmente me amou???

Por vezes, acredito que sim. Descobrí (on-line e sem que ele o soubesse) poemas que ele escreveu depois de nos termos separado. Poemas lindos e profundos... Poemas sobre o nosso amor, poemas cândidos, frescos e envolventes como a brisa do mar, poemas tristes também que retratam o enorme vazio e o silêncio cortante que terá invadido a alma dele... Será??

Outras vezes, penso que não. Quem ama de verdade vai à luta. Não há nada suficientemente "grande" nem "complicado" que nos faça abrir mão do verdadeiro amor.

Enquanto alimento essa dúvida, consolo-me com uma certeza absoluta - EU AMEI !!! Sim, amei como penso só se amar uma vez na vida ... amei intensamente, com toda a minha alma, meu corpo também. AMEI... mesmo sabendo que um Oceano nos separaria, amei sem "mas" nem "senão". Ficou essa enorme (mas doce) saudade...

20 novembro 2007

Sinto-me leve...........


Sinto-me leve...
Como uma borboleta,
Sim, isso mesmo,
Sinto-me leve...
Desde que pude partir,
Desde aquele dia em que me ajudaste a levantar a ancora,
Desde o momento em que percebi,
Que não podia mais haver "tu em mim",
A partir do instante que entendi
Que seria, de agora em diante, "eu sem ti"
Parti essa corrente,
E agora sim...
Parti!

16 novembro 2007

Foi ha um ano


Foi há um ano, há precisamente um ano... Lembrava-se de cada detalhe como se tivesse sido há uma semana atrás. Levantou-se cedo e arranjou-se com muito cuidado, sempre o fazia, mas naquele dia caprichou. Ia encontrar-se com ele, queria estar linda, sentir-se bem, sentir-se segura, sempre ajudava a disfarçar um pouco o nervosismo. Ao lembrar-se dos preparativos sorriu. Estava eufórica, parecia uma teenager a caminho do first date com o primeiro namorado... novo sorriso. Estava na casa dos trinta, mais precisamente na segunda metade. Era uma mãe extremosa e feliz, uma mulher profissionalmente realizada, bem sucedida, sobrevivente de uma relação destroçada ao fim de quase duas décadas de vida em comum. Estava bem consigo mesmo, serena, tinha conseguido reaver a calma e paz de espírito que tanto estimava.Conhecera-o há relativamente pouco tempo mas simpatizou com ele à primeira. Foi mútuo, trocaram contactos, conversaram várias vezes, conversaram muito e, de cada vez que o faziam, perdiam completamente noção do tempo. Agora, um almoço a dois…Estava pronta, olhou-se ao espelho, tailleur preto, blusa branca com finas risquinhas em cinza, colar, anel, brincos, tudo cuidadosamente escolhido – prateado com pedras cinzentas. Sapatos pretos, ornamentados com uma flor de pétalas ornadas em branco e fitinhas de atar a volta dos tornozelos, saltos agulha, bem altos (como quase sempre). Cabelo solto pelos ombros, bastante encaracolado, castanho com reflexos acobreados, avermelhados. Maquilhagem suave com destaque para as pestanas alongadas com rímel preto. Olhou de novo seu reflexo, teve duvidas, estava tão formal... Mas afinal era dia de trabalho e não podia ir de outra forma. Lembrou-se que ele estava na mesma situação e deu um suspiro de alívio. Faltava um detalhe, batom. Voltou a casa de banho, tirou dois, um no tom dos lábios, natural, discreto, outro vermelho vivo... optou estrategicamente pelo segundo. Ninguém duvida da segurança de uma mulher que usa batom vermelho... sorriu quando essa ideia lhe passava pelo pensamento.Tinham combinado que ele a iria buscar ao trabalho por volta das 13h00. Avisou-a quando saiu do emprego para ir ao encontro dela, levaria uns 15 a 20 minutos. Já pertinho, entrou numa rua de sentido único, não poderia voltar atrás. Ligou a avisar que se atrasaria um pouco devido ao desvio que teria que fazer. – “Não! Encosta ai na esquina, é pertinho, eu vou lá ter”. Pegou na carteira e saiu. Estava um dia agradável, embora um pouco cinzento, típico fim de Verão ou princípio de Outono. Desceu a rua e virou a direita, começou a chuviscar. De novo o telemóvel – ”Não venhas, está a chover, eu dou a volta e vou-te buscar”. – “Não é preciso, já saí e estou a chegar”. Continuou a caminhar em direcção a esquina. Ele apareceu, de repente, de guarda-chuva na mão. Não podia acreditar, eram apenas alguns passos, que gentil, quanta delicadeza... Aquele gesto a tocou. Abriu-lhe a porta do carro. No carro cumprimentaram-se melhor, embora timidamente. Ele vinha muito elegante, fato cinza, camisa branca, gravata num tom mais escuro que o fato. Tinha um ar distinto, altivo até, mas ao mesmo tempo muito simpático. Era alto e gorduchinho, fazia lembrar um ursinho de peluche muito fofo, daqueles que dá vontade de apertar, de beliscar... Transmitia tranquilidade e boa disposição. Tinha um olhar bonito, penetrante, parecia que só olhando conseguiria ler seus pensamentos. A voz era muito sexy, grossa, falava pronunciando pausadamente cada palavra. A voz dele, aí aquela voz… arrepiou-se só de lembrar, lembrou-se de momentos mais íntimos, sussurros… Também ele estava nervoso, atrapalhou-se na condução, enganou-se no caminho. Quando chegaram ao restaurante ela não pode deixar de rir, riram-se os dois, tinham dado uma volta enorme para um percurso que poderia ter sido feito em menos que metade do tempo. O restaurante era simpático, típico, regional. Decoração rústica, de muito bom gosto. Era cliente assíduo da casa, amigo do dono. Depressa se apercebeu que era um verdadeiro apreciador de comes e bebes, um gourmet. Ele ouviu o Chefe, sugeriu, escolheu. Comportou-se como um verdadeiro anfitrião. O vinho foi escolhido após cuidadosa selecção na carta, era doce, uma delícia... Ao longo do almoço, conversaram sobre mil e uma coisas, sobre suas vidas, seus filhos, suas respectivas separações, sua forma de encarar a vida, seus projectos e anseios para o futuro. Ocasionalmente, a conversa era interrompida por silêncios cortantes e desconfortáveis. Nessas ocasiões, olhavam um para o outro a ver quem retomaria a conversa e ela sentia-se corar. Constrangedor! Não dá para disfarçar (nem mesmo usando batom vermelho). Ele gracejou e ela ficou ainda mais vermelha.Pegou-lhe na mão direita sob pretexto de melhor ver o anel, tinha uma enorme pedra cinzenta incrustada debaixo de um encruzilhado prateado que parecia uma cobra. Observou também a palma da sua mão. Elogiou suas mãos. Eram bonitas, muito finas, dedos compridos, unhas bem cuidadas, vermelhas, no mesmo tom que o batom. Ele tinha as mãos quentes, um pouco transpiradas, mãos pequenas, dedos curtos, gordinhos. Dedos delicados e suaves que arrancavam lindas melodias da guitarra estimada, dedos carinhosos, mágicos... Sentiu-se protegida enquanto ele segurava assim a sua mão, delicadamente, sentiu algo que na altura não soube interpretar (hoje sabe que sentiu que se podia entregar nas mãos dele que ele a saberia cuidar, com carinho, com amor…).A sobremesa foi escolhida a dois, junto do expositor, enquanto o chefe explicava como era confeccionada cada um daqueles pecados. Foi divinal. Depois, café, só um, ele não gosta. Antes de sair, uma surpresa, um presente, uma pequena caixa em madeira com uma paisagem em relevo, parecia um guarda-jóias trabalhado cuidadosamente, lá dentro três frasquinhos – flor de sal, mel de abelhas e amêndoas em mel. Adorou, ficou comovida, sem palavras, sem jeito... Não tinham visto o tempo passar, quando a deixou a porta do trabalho já era quase final do expediente. Ela flutuava, parecia que tinha sonhado, estava sonhando, estava verdadeiramente nas nuvens. Abriu o PC e ligou o Messenger que costuma estar quase sempre em stand-by no rodapé do monitor. Passado pouco tempo, ele (entretanto chegado ao trabalho) fez o mesmo, falaram-se, disseram o quanto tinham gostado do almoço e da companhia um do outro. Mudaram suas frases no Messenger: - “Uma num milhão” e - “A gentleman! Really!”

Foi há um ano, há precisamente um ano, e nesse dia ela soube que tinha encontrado sua alma gémea e que esse seria apenas o início de um lindo conto de amor.

07 novembro 2007

Amo-te tanto


Amo-te tanto...
Em vão!Amor condenado, atraiçoado
Amo-te tanto...
Coração mutilado, esfaqueado
Amo-te tanto...
Não há espaço para mim na tua vida
Como posso sarar essa ferida
Amo-te tanto...
Acabou!
Sofro calada, abandonada
Que fui eu para ti?
Amo-te tanto...
Duvidas, magoas, tristeza
Que é feito da beleza do nosso (falso) amor
Amo-te tanto...
Alimentaste sonhos, iludiste-me e partiste
Amo-te tanto...
que não te consigo odiar
Amo-te tanto...
E para sempre vou amar

05 novembro 2007

Agora sim, posso partir!



Agora sim, posso partir! Posso virar essa página e começar de novo, posso seguir em frente ou, pelo menos, parar de chorar quando olho para trás. Os rompimentos causam sempre muita dor e esta aumenta ainda mais quando não sabemos o que realmente se passou, o que aconteceu, porque terminou. As dúvidas, as incertezas, a falta de diálogo, complicam demasiado a situação de quem já sofre a dor de ter perdido um grande amor. Pior ainda que perder um amor eh duvidar dele algum dia ter existido. Vivi um grande e belo amor e sofri imenso quando tudo acabou. Não tenho vergonha nenhuma em assumir isso e repetiria tudo se pudesse voltar a viver o mesmo período da minha vida novamente. Foi um namoro lindo, intenso, quase perfeito. Só durou 6 meses mas deixou profundas marcas em mim, na minha vida. Acabou há mais tempo do que durou o namoro em si. Ainda dói, mas hoje entendo o que se passou, o porque de tudo ter terminado, o ter terminado assim. Entender isso aliviou meu coração, tirou-me um peso de cima. Mudanças drásticas na minha vida atiraram-me, recentemente, para um abismo donde não sabia como sair. Passei as ultimas semanas pensando, relembrando cada detalhe, revivendo cada momento………ai como isso me fez tão mal! Mergulhei em profundos rios de lágrimas quentes, vertidas em gelidos lençóis, na imensidão da minha cama tão vazia, no silêncio nocturno do meu quarto...Mas hoje tudo mudou quando vi minha estrela brilhar no fundo do túnel. Finalmente, entendi tudo, acabaram-se as dúvidas. As peças encaixaram e não mais vou ter que adivinhar onde colocar cada uma delas. Percebi. Entendi. Ficou tudo esclarecido – finalmente!!! O pesadelo da ignorância chegou ao fim. Sinto-me tranquila, serena, em Paz. Feliz pelo que vi e compreendi. Posso agora levantar a ancora e seguir meu rumo, guiada por Vénus, minha cúmplice, nesse lindo céu tropical. Não sei o que o futuro me reserva, nem quero sabe-lo, a graça da vida esta nas surpresas (boas) que ela nos da. Mas uma coisa eu sei – posso agora virar a pagina e recordar com muito carinho e sem magoa uma pessoa que guardarei para sempre num cantinho muito especial do meu coração.

Entre ilhas



Estava no salão do ferry ouvindo musica no MP3 que a acompanhava para todo o lado, todos dormiam, embalados pelo balançar do Mar. Sentiu-se chamada pela Lua, pelas estrelas, pelo Mar. Levantou-se, saiu do salão, debruçou-se sobre o bordo do navio. Era noite, havia magia no ar... encanto no Mar. As ondas abriam-se graciosamente deixando passar a embarcação no seu percurso por entre as ilhas quentes, tropicais e magicas. Ilhas cheias de mistérios, ilhas míticas... sempre o soube, naquela noite sentiu-o, ilhas magicas... sim, sem duvida, ilhas com um poder magnético sobre suas gentes, ilhas ligadas entre si por um Mar também ele cheio de mistérios e fantasias, onde tudo era possível e os sonhos se concretizavam...O céu parecia estar tão pertinho, parecia que poderia agarrar as estrelas se esticasse um pouco os braços, parecia que podia tocar aquela Lua prateada, tão linda sobre o Mar. Era tudo tão bonito, tão perfeito. As estrelas brilhavam intensamente, eram tantas ... tantas ... e lá estava Vénus, a sua estrela (que na verdade nem estrela e mas não importa), lá estava Vénus, olhando para ela, zelando por ela ...Lembrou-se dele, dos momentos passados juntos, dos poemas, da voz, do olhar, das mãos carinhosas, dos beijos ardentes, do Amor, da despedida ... ah!!! … a despedida ... e rolaram pérolas dos seus olhos para dentro das ondas do Mar. Não! Não estava triste, chorava porque tinha sido tudo tão belo, tão intenso, tão sentido ... Chorava porque naquele momento sentiu-se um só com o Mar, com o céu, com as estrelas, com a Lua. Ela era um pedacinho daquela magia. As pérolas que rolaram dos seus olhos transformaram-se numa linda sereia ao tocarem a espuma branca das ondas do Mar. A sereia foi guiada ate as profundezas do Oceano por tartarugas e peixinhos que pareciam pequenos lampiões. Tudo brilhava, tudo era luz e calor, tudo era música e Amor. E lá no fundo do Mar estava Neptuno, com as feições do seu Amor, a mesma voz, as mesmas mãos suaves que tantas vezes tocaram sua alma. E ela chorou, feliz, porque sabia que aquele lindo Amor iria perdurar para sempre no recanto mais bonito e mágico do Mundo, ali, no fundo do Mar, entre as ilhas magicas amadas do fundo do seu coração.